segunda-feira, 27 de abril de 2009

Geraes de Minas

Invenções, contruções, desconstruções. A vida não é como ela é! A vida se inventa! Ela própria tem um algo tão incrivelmente inquietante que é capaz de construir e se descontruir sem que pecebamos todo mistério que ela reserva! Pois lembro de um texto de Hélio Pelegrino que ele dizia que todo dia há barba por se fazer e há vida por viver! A porta está aberta, entremos pois e assentemos. A prosa, a poesia, o conto, a fábula, vai longe! Sejam todos bem vindos!

Sobre o amor e suas jurisdições

Amor é coisa de pele. É hipodêrmico. É substancioso. É profundo. Não é superficial. A sensação de calor ou frio que se sente no amor começa nas entranhas da pele. É uma rebeldia das sinapses nervosas. É um desmoronamento interno dos orgãos. É um rebuliço fisiológico. Uma baderna de funções vitais. Olhos, falam. Bocas, escutam. Ouvidos, veem. Distancia-se da razão. O lobo frontal pára por um minuto e dá lugar aos instintos mais escondidos. É tudo cheio de sustância. É estomacal. É fome de alimento-amor. É renal. É sede de água-amor. É coronário. É pulsão-amor. É uma porção de amor. É pulmonar. É respirar-amor. É cerebral. É pensar-amor. É sangue. É escarlate-amor. É adrenalina. É escalarte-amor. É boca. É gritar-amor. É ouvido. É não olvidar-amor. É olho. É ver-amor. É mão. É agarrar-amor. É nariza. É cheirar-amor. É bilingue. É linguajar-amor. É braço. É enroscar-amor. É visceral. É trançar-amor. É dedo. É tocar-amor. É unha. É arranhar-amor. É líquido. É escorrer-amor. É sólido. É durar-amor. É carnal. É carnaval-amor. É dente. É morder-amor. É saliva. É molhar-amor. É lábio. É lambuzar-amor. É costa. É encostar-amor. É perna. É estremecer-amor. É pé. É peninsular-amor. É osso. É ostentar-amor. É articulação. É juntar-amor. É cíngulo. É singular-amor. É toráx. É ilimitar-amor. É escápula. É colar-amor. É onírico. É imaginar-amor. É fantasia. É vestir-amor. É pêlo. É pelo-amor. É cavidade. É cavar-amor. É verbo. É iniciar-amor. É fonema. É soar-amor. É hipercalórico. É saciar-amor. É energia. É vontade-amor. É fitar. É fixar-amor. É venal. É carregar-amor. É fluxo. É caminhar-amor. É célula. É transportar-amor. É cartilagem. É sustentar-amor. É síncope. É delirar-amor. É úvula. É palavra-amor. É romã-amor. É Roma-amor. É amor-amor.